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Category:Arco da Porta Nova

IGESPAR

This monument is classified as Monumento Nacional.
It is indexed in the IGESPAR database (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), under the reference 70320.


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Object location 41° 33′ 00.97″ N, 8° 25′ 45.44″ W View this and other nearby images on: OpenStreetMap - Google Maps - Google Earth - Proximityrama info
Português: O Arco da Porta Nova é um dos principais monumentos da cidade de Braga.

A Porta Nova, como ficou conhecida para a posteridade, foi uma iniciativa do Arcebispo D. Diogo de Sousa, que governou a cidade entre 1505 e 1532. Este prelado, conhecido por ter sido autor de uma verdadeira revolução urbanística em Braga, transformou o acanhado burgo medieval numa cidade com praças, fontes, capelas e mercados, que extravasou os limites das muralhas. Nesse plano urbanístico a abertura da Porta Nova constituiu-se como uma obra estratégica.

A rua do Souto, que rasgava sensivelmente a meio a cidade murada, foi prolongada a ocidente, com a abertura da rua Nova (atual D. Diogo de Sousa), que terminava numa praça onde foi construído um mercado (do peixe), uma fonte e foi aberta uma porta, de forma a ligar este eixo ao exterior das muralhas. Estávamos no ano de 1512 e por esta porta ter sido a última a ser aberta, chamou-se de “Porta Nova”. Esta foi a primeira passagem das muralhas a ser construída sem necessariamente dar acesso a uma estrada, ao contrário das outras sete portas, todas vinculadas direta ou indirectamente a caminhos de origem romana que conduziam a outras cidades.

A atual versão da Porta Nova resulta da iniciativa de construir um arco triunfal em Braga, no ano de 1772, à imagem talvez do que sucedera em Lisboa no terreiro do Paço, aquando das reconstruções pombalinas. Recorde-se que o Arcebispo Primaz era, nesta altura, D. Gaspar de Bragança, membro da Casa Real. Autorizado a ser construído «a partir das sobras das sisas», segundo relata o memorialista bracarense Inácio José Peixoto, foi executado pelo mestre pedreiro Francisco Tomás Correia, sendo vistoriado por Paulo Vidal e Ambrósio dos Santos.

Se quanto aos executores não restam dúvidas, subsiste um mistério por decifrar quanto à autoria do desenho do arco. Segundo o investigador norte-americano Robert Smith, trata-se de uma obra «nitidamente» de André Soares. Para Eduardo Pires de Oliveira, a fachada interior do arco até pode ser do génio do rococó, todavia a fachada principal é, segundo este investigador bracarense, da autoria de Carlos Amarante, o artista “preferido” do Arcebispo D. Gaspar de Bragança.

Artisticamente o arco apresenta duas faces distintas. Mais imponente, a fachada voltada ao Campo das Hortas ostenta as armas de fé de D. Gaspar, entre pesados obeliscos. Na face interior destaca-se o nicho de Nossa Senhora da Nazaré, que já se vislumbrava na primitiva versão do arco. No conjunto destaca-se ainda a figura que representa a cidade de Braga, uma alegoria barroca que foi colocada inicialmente na arcada, e que foi para aqui trazida, para encimar destacadamente a entrada triunfal na cidade dos Arcebispos.

Este facto atesta a importância que este local se revestia. Recorde-se que era aqui que os arcebispos eram acolhidos aquando da sua entronização no sólio bracarense, recebendo a oferta simbólica das chaves da cidade.

Este lugar, porém, só haveria de adquirir nova centralidade quando o comboio chegou a Braga, no ano de 1875. A abertura da rua Andrade Corvo, que dava acesso direto até à estação, passou a ser passagem obrigatória para os forasteiros.

Monumento Nacional desde 1910, ainda hoje o Arco da Porta Nova funciona como entrada majestática na artéria maior do comércio local.

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