Category:Lisbon tram 254

English: CCFL 568 was rebuilt from CCFL 254 in 1995
Português:
Interior do carro remodelado 568, em 2011.

O carro “aberto” 254 fez parte da série inicial de carros elétricos que entrou ao serviço em 1901. Acompanhou as sucessivas modificações que afetaram os carros desta série, como se segue:

Em 1932-1935 foi dotado de travões de ar comprimido e reconstruído (mantendo o mesmo número 254) com uma caixa standard, contando com quatro pares de ventiladores hemisféricos no tejadilho, com novas bandeiras (estando o número da carreira em caixa à parte sob a janela frontal de ambas as frentes), e, no interior, com duas filas de bancos individuais.

Entre 1948 e 1951 o “salva-vidas” grande foi substituído por um pequeno, de três ripas. Nos anos 60 as caixas de numerário foram eliminadas, passando o número da carreira para as bandeiras do tejadilho. Nos anos 80 foi automatizado (i.e., adaptado para uso com tripulante único, em vez de guarda-freio e cobrador); por esta altura foi, ou tinha já sido, alterado no seu interior, contando agora com duas filas de bancos duplos.

Circulou até dezembro de 1992, seguindo do Arco do Cego para Santo Amaro em novembro de 1995. A sua caixa standard foi utilizada na montagem do carro remodelado 568.

Como os restantes carros desta série, o 568 é unidirecional e conta no seu interior com bancos transversais duplos do lado esquerdo e individuais do lado direito. Foi equipado com o controlador n.º 1993/99510; entrou em fase de testes 29 de dezembro de 1995 e começou a circular em 17 de abril de 1996. Recebeu equipamento de comunicações rádio em 1996, e em 17 de junho de 1997 foi equipado com pantógrafo, a complementar a vara-trole.


CCFLstandard568(1982).jpg
O carro standard 568, em 1982, na P.ça Comércio.
Interior do carro 763, em 1985.

Sem relação, houve também um carro 568 na série 552-571: Construído em 1931, foi, como quase toda esta série, retirado em 1985.

No mesmo ano, a sua caixa foi usada para criar um novo carro unidirecional, juntamente com o truck do carro 740 (“caixote”) — o veículo resultante recebendo o número 763. Como tal circulou até meados da década de 1990, quando foi abatido ao efetivo e armazenado no Arco do Cego. Em inícios de 1997 (13.01-24.03) foi vendido a particulares, tendo estado inicialmente no Rossio ao Sul do Tejo e posteriormente em Espanha.

(fonte: Mário Vieira: Lisboa - Listagem de Eléctricos, 2014)

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